quarta-feira, 16 de junho de 2010

Análises de Eslováquia e Nova Zelândia, Portugal e Costa do Marfim, Chile e Honduras, além de Suíça e Espanha

Eslováquia 1 x 1 Nova Zelândia

Postulante a ser a surpresa desta Copa, a Eslováquia, ficou no empate contra a Nova Zelândia, teoricamente um dos times mais fracos neste mundial, por 1 a 1.

Não foi um jogo de grande nível técnico e nem de total domínio da Eslováquia, como era esperado. Atuando no 4-4-2, a seleção tinha o maior domínio da partida, tinha ótimas opções com Weiss e Sestak na direita, porém não conseguia furar a retranca neozelandesa. Conseguiu, numa única vez, na jogada aérea, com Robert Vittek, aos 4 minutos do segundo tempo. Depois de tanto arriscar este tipo de jogada.

Após marcar o gol, a Eslováquia diminuiu o ritmo. Passou a administrar o jogo e esperar o apito final. Este recuo, fez com que a Nova Zelândia ir para o ataque e em sua melhor arma, a bola aérea, chegou ao gol de empate, com Winston Reid , aos 48 minutos.

Se para a seleção eslovaca este empate teve sabor de derrota, pois além de perder dois pontos precisos ainda perdeu a chance de liderar o grupo F, após empate entre Itália e Paraguai. Já para a Nova Zelândia, um empate muito comemorado, o primeiro ponto conquistado em Copas do Mundo.


Portugal 0 x 0 Costa do Marfim

Nem os velhos conhecidos e artilheiros do futebol Inglês, Cristiano Ronaldo e Didjer Drogba conseguiram alterar o marcador no estádio Nelson Mandela Bay. Um 0 a 0 numa partida até certo ponto movimentada.

A Costa do Marfim, comandada por Sven-Göran Eriksson, apresentou um futebol rápido e de forte marcação. Conseguiu parar Cristiano Ronaldo e a movimentação da seleção portuguesa, com Liedson, Deco e Danny. Além disso, esperou Portugal sair nos contra ataques quando foi preciso e dominou a partida quando quis. Também contou com a boa apresentação de Germinho, armador das jogadas do time marfinense.

Já Portugal, tentou com a movimentação de seus homens de frente furar o bloqueio da seleção africana, mas não conseguiu. Outro ponto interessante foi à fragilidade apresentada pelo lado direito português com Paulo Ferreira, ponto explorado pela Costa do Marfim.
Um resultado ruim para ambas as seleções, pois, teoricamente, esta partida poderia já ser decisiva na briga direta para ver quem irá passar para a próxima fase, pensando claro que o Brasil será primeiro nesta chave.


Chile 1 x 0 Honduras

Apresentando um bom futebol, a seleção chilena venceu a frágil Honduras, pelo placar de 1 a 0, gol de Beausejour, aos 34 minutos do primeiro tempo. Entretanto, pelas oportunidades criadas, o Chile poderia ter vencido por um placar mais largo.

Como era de se esperar, o Chile, comandado por Marcelo Bielsa, dominou completamente a partida. Apresentou um futebol ofensivo, envolvente, criou boas chances, mas não goleou. Tem em sua defesa seu ponto fraco, porém ela não foi posta em prova nesta partida e não complicou.

Esta vitória termina com um jejum de 48 anos sem vitória da seleção chilena em Copas. O último triunfo aconteceu no mundial em 1962, n, em partida valida pela disputa do terceiro lugar diante da antiga Iugoslávia. O placar desta partida foi, também, 1 a 0.


Espanha 0 x 1 Suíça

E a zebra esperou o último jogo para poder finalmente aparecer, quando muitos já pensavam que ela só iria pintar na segunda rodada. A seleção da Espanha, última seleção dentre as favoritas a fazer sua estreia, foi derrotada pela Suíça, por 1 a 0. Gol marcado por Fernandes, naturalizado nascido em Cabo Verde.

Vicente Del Bosque, treinador da Espanha, armou sua equipe de maneira ofensiva, no esquema tático da moda, o 4-2-3-1. Busquets e Xabi Alonso, são os volantes, Iniesta, na esquerda e Davi Silva na direita, fizeram o papel dos pontas, com Xavi na armação e Davi Villa no ataque. Com este esquema, a seleção teve durante toda a partida domínio de jogo. Chegou até em certos momentos ter 83% de posse de bola, feito a lá Barcelona. Entretanto, não chegou a exigir muito do goleiro Benaglio, da Suiça.

Enquanto isso a Suiça, no seu esquema 4-4-1-1, fez o seu jogo e muito mais do que era esperado. A melhor retranca da copa conseguiu neutralizar o poderoso ataque espanhol com muita força na marcação. Anulou as principais jogadas da Espanha, que são pelos lados do campo e os toques rápidos, fazendo com que seu adversário passasse a arriscar nos cruzamentos, fundamento amplamente vantajoso para os suíços.

Com este resultado, fica evidente que esta copa será das igualdades. Não existe mais seleção boba neste mundial. A Suíça tem sua defesa invicta desde a última Copa do Mundo, onde foi eliminada nos pênaltis, porém não sofreu um gol sequer. É uma seleção a ser observada e muito respeitada. Já para a Espanha, este resultado serve de lição para que os erros no passado não voltem mais a serem cometidos no presente.

Abraços a todos, Jessica Corais

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